De norte a sul do país, há meninas que pertencem ao Gang da Mama, constituído, maioritariamente, por meninas que luta(ra)m contra o bicho mau que resolveu chateá-las de forma séria, por um período mais ou menos alargado, consoante os casos.
Batizado com este nome no dia em que participei, pela primeira vez, num almoço-convívio do grupo, a verdade é que ele já vinha crescendo há algum tempo, através de encontros presenciais, de visitas e comentários aos blogues de cada uma, por conversas de chat e também num grupo privado criado no Facebook.
De uma forma natural, fomo-nos sentido ligadas, com uma sensação de pertença invulgar, pois rapidamente nos parecia que já éramos amigas de longa data.
No Gang, as conversas e as partilhas versam sobre tudo e mais alguma coisa, mas o assunto 'cancro da mama' encontra nas recetoras um entendimento impossível de conseguir com quem nunca passou por esta guerra na primeira pessoa. Ao pé de amigas do Gang, sentimo-nos, de certa forma, em casa, ou em família... Em certos casos, melhor do que em família - sem querer ofender ninguém!...
Ontem, recebi, em minha casa, a visita de três meninas do Gang, que vieram almoçar e lanchar com a minha família e "pintaram a manta" comigo... Adorei recebê-las, e aos pequenitos de uma delas, com os quais os meus se divertiram, apesar das diferenças de idades. Afinal, também nós, meninas, temos idades diferentes e já estamos entrosadas como se fôssemos da mesma turma, de uma turma unida, em que são todas por uma e uma por todas, literalmente e em todas as circunstâncias em que qualquer uma apita, para dizer que precisa de algo... É que vêm mesmo logo todas, quais "Ambrósios", e não deixam que nenhum mal-estar inútil se instale na mente ou no corpo de nenhuma.
Este é um grupo de meninas que só faz bem a qualquer mulher que tenha de lidar com o problema que as uniu e que eu, com muita pena, só conheci quando já tinha passado por muitos momentos maus. Mas a verdade é, como diz o lema das meninas Rosa, Esperança, que "o melhor ainda está para vir"! ;-)
