Olá queridas guerreiras!
Estou sensibilizada pelas vossas manifestações relativas à minha ausência por estas bandas. Foram só férias familiares (embora com uma extensa família a que costumo chamar alargada, pois vai para lá dos primos dos primos dos primos e é um forró permanente, entre praia, piscina e saídas à noite - pois quanto a casas, cada família nuclear fica na sua.
Não levei sequer o PC, por indicação da psiquiatra. Senti-lhe a falta? Senti. A vossa falta? Especialmente. Mas sobrevivi, e era isso que era preciso provar. E está provado. No entanto, a minha alma ainda não conseguiu encher-se do prazer de ser, coisa que tão bem conheceu em tempos idos. Nem a minha amada praia conseguiu dar-me aquilo que nunca precisou de esforço para eu tomar como meu. Este ano, pela primeira vez na minha vida, nada me encheu as medidas - nem o mar calmo, nem a água tépida, nem a temperatura exterior convidativa. E passei alguns dias esticada... na cama, tentando que o calor húmido do sul da península me largasse perante a minha quietude...
Agora estou de novo em Viseu - clima seco, temperatura amena. Tenho feito máquinas de roupa enquanto a família arruma o resto. Dois dias mais serenos do que os quinze de turismo...
Concluí, minhas amigas, que a praia, o sol, o reboliço, a alegria em grupo, a festa... não constituem o ambiente para devolver ânimo e autoestima a quem isso perdeu. Eu deveria ter tido umas férias personalizadas..., realmente para carregar as baterias, para ir trabalhar...
Enfim, minhas queridas. Ainda bem que vos reencontro por aqui. Sonho encontrar-vos um dia ao vivo. Podem vocês vir ter comigo ou eu ir ter convosco.
Beijos a todas e bom fim de Verão