
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
A Menopausa Depois do Cancro da Mama
(Eis uma calorina*)

Depois do cancro da mama, seja qual for a idade da mulher, pode ocorrer uma falta de menstruação por um tempo alargado, devido, por exemplo, à quimioterapia, havendo efetivamente uma pausa, sem que, no entanto, a mulher tenha entrado na menopausa, pelo que, mais cedo ou mais tarde, ela poderá voltar a ser menstruada.
Se alguma causa externa interferir com o normal funcionamento hormonal de uma mulher (uma histerectomia, por exemplo, ou a simples extração dos ovários), a pausa acontece de uma forma súbita e definitiva - é a menopausa, portanto, com todos os seus sintomas, sinais e consequências.
Na maioria dos casos, é possível propor-se à mulher uma terapêutica hormonal de substituição, que reponha os estrogénios que eram produzidos nos ovários, que deixaram de lá estar, diminuindo assim os níveis de ocorrência de sintomas, sinais e consequências da falta desta hormona. Nem todas as mulheres aceitam esta terapêutica, por se ter noção de que poderá haver uma relação entre a sua administração e o cancro da mama, desenvolvido posteriormente, embora tal possa ser monitorizado pelos médicos.
Quem não faz terapêutica de substituição fica mais sujeito a todas as implicações da falta de estrogénios, como sejam os afrontamentos, a irritabilidade, a secura vaginal, a osteoporose.
Ora, nas mulheres que tiveram cancro da mama, antes de entrarem (seja de que maneira for) na menopausa, é preciso saber se as células que em si se tornaram malignas se alimentaram de estrogénios, e um cancro positivo para estrogénios tem de ser travado através da inibição da sua produção. E isso faz-se, por exemplo, tomando Tamoxifeno, medicamento cujo uso é aconselhado a muitas mulheres por um período de cinco anos.
Ora, sendo eu uma dessas mulheres, ao fim de dois anos e meio de toma, tinha já sofrido as consequências deste inibidor, como sejam quistos nos ovários, mioma no útero, pólipos e espessamento do endométrio. E a solução foi a histerectomia total.
No meu caso, foi a histerectomia que me provocou a menopausa, embora eu já não fosse menstruada há muitos meses, em consequência da quimio e do Tamoxifeno. Mas, para mim, a menopausa não chegou precoce nem tardiamente, chegou no seu tempo natural, embora pudesse não ser exatamente este o meu.
Estou, portanto, neste momento, livre dos efeitos nefastos do Tamoxifeno, e até pensei que pudesse deixar de o tomar, uma vez que já me retiraram os produtores de estrogénios. Pensei, mas enganei-me, pois, posta a questão ao meu ginecologista, obtive a resposta de que a mulher produz sempre estrogénios, até a gordura os produz, pelo que continua a ser necessário continuar a inibir essa produção através da administração do Tamoxifeno, caso contrário, as células mamárias podem entrar em mutação e aparecer um novo tumor maligno.
Sendo este o meu caso, fico irremediavelmente privada da terapêutica de substituição, o que me expõe a tudo o que atrás referi, com especial cuidado a ter na prevenção da osteoporose. Para tal, segundo o meu médico, deverei ingerir alimentos com muito cálcio, nomeadamente leite (embora haja quem diga - e eu sei lá se com ou sem razão - que o leite de vaca é para os bezerros), e seus derivados. Para além disso, a densitometria deverá ser usada como meio de diagnóstico.
Para já, tenho um leque na mesa de cabeceira e outro dentro da mala, para os calores noturnos e para aqueles que me acontecem fora de casa. E passei a vestir-me por camadas, de modo a que vá podendo despir uma peça ou outra, para aliviar, esteja onde estiver. Deixam de se usar camisolas interiores, as quais devem ser trocadas por camisolas básicas, para que possamos chegar ao ponto de ficar só com uma dessas vestida. Chato é deixar de poder usar vestidos de inverno, pois o vestido, se o é, de facto, convém despir-se só em casa. LOL
(Para mais informações, ligue o x9l25b8h2 LOL)
* Calorina é a quantidade de calor necessário para elevar em muitos graus celsius a temperatura de uma mulher menopáusica.
sábado, 2 de abril de 2011
Hoje no Furadouro
100 mulheres 100 cancro
Adorei a sensação de familiaridade ao encontrar-me com várias meninas com quem converso há meses pela net.
Foi só
continuar a conversa... E rirmo-nos da doença, sendo fotografadas por profissionais que vão editar um livro com as nossas caras...,
numa parceria entre o Movimento Rosa, Esperança e o Movimento Mulheres Portuguesas.
(fotos da Maria)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
100 Mulheres 100 Cancro
Amanhã é na Praia do Furadouro...
Olá! Eu sou a Guida, vou de Viseu e aderi a este projeto por reconhecer a sua utilidade na transmissão do espírito guerreiro com que muitas mulheres encararam e encaram o seu cancro da mama, tomando a doença não como um sinónimo de morte ou mesmo de fragilização pessoal, mas sim como o início de uma nova vida, mais dedicada aos valores e à essência do ser humano e menos desperdiçada em conflitos pessoais ou competições para vencer na carreira.
O sorriso de cada uma de nós é a prova de que acreditámos e acreditamos que somos mais fortes do que o cancro e que a nossa entrega à luta contra o bicho mau é o essencial para sairmos vencedoras e para nos transformarmos em pessoas renovadas e melhores.
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