Dedico e dirijo este blogue a todos aqueles que tiverem passado (ou estiverem a passar) por histórias de cancros, quer como protagonistas, quer no papel de acompanhantes na luta contra a doença, mas espero por cá encontrar qualquer contributo que qualquer um considere válido.
A intenção principal é trocar experiências de forma direta e sincera, sem necessidade de qualquer apoio no escudo da força constante e do pensamento sempre positivo, que tantas vezes não estão presentes, mas parece haver uma imposição social para que assim seja...
Sejam bem-vindos! E divulguem este blogue!

Por aqui, discorre-se sobre:

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riscos marcantes

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No dia 11.1.11, este blogue passou a ser escrito à luz do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MUITO CUIDADO COM A CODEPENDÊNCIA !!!



São pessoas com um comportamento obsessivo no que respeita à ajuda e ao controlo da vida de alguém que tenha ou aparente ter necessidade de apoio em alguma das vertentes da sua vida. Estas segundas pessoas são consideradas as dependentes (de ajuda) e as primeiras são as codependentes (as "ajudantes") - dependentes das segundas. Daí a codependência, pois, num par de pessoas, ambas acabam por depender uma da outra, ainda que a relação seja engendrada pela pessoa que se intitula ajudante e essa é que é a codependente.
As pessoas codependentes desenvolvem uma obsessão em controlar o comportamento do outro e disponibilizam-se para imensas tarefas em seu nome, livrando-o até de responsabilidades, e dispondo-se a acompanhá-lo em situações aparentemente desagradáveis ou difíceis em que ele tenha de estar presente.
Sem o outro, os codependentes sentem-se incompletos e infelizes, e, por isso, mostram-se, muitas vezes, seriamente magoados, quando o outro não corresponde às suas expectativas, reagindo na defensiva, com medo de ficarem demasiado expostos e vulneráveis relativamente às atitudes do outro (são os casos em que preferem não falar, por exemplo).
São pessoas que passam a vida a dizer que tudo vai bem, apesar de saberem que não é assim. São incapazes de olhar para as suas próprias feridas, quanto mais de reconhecer os seus erros e ainda falar sobre eles e pedir ajuda. Tentam colmatar a sua baixa autoestima impondo sorrateiramente aos outros ajuda para os problemas deles, nem que, para isso, tenham de comprometer a sua integridade e os seus valores.
Inicialmente, fazem tudo pelo outro, dedicam-se a salvá-lo, zelando religiosamente pelos seus interesses, mas, quando ele se liberta, zangam-se, pela falta de gratidão e reconhecimento, chegando ao ponto de sentirem uma raiva incontrolável sobre os outros e sobre si próprios.
Este ciclo deixa a pessoa codependente ainda mais frágil, porque afinal deu tudo e não mudou nada. E quando estas relações atingem um ponto de rutura, a pessoa codependente tende a procurar outra pessoa problemática, para dar início a um novo ciclo.
Codependentes são pessoas que tentam preencher os vazios das suas vidas através da dedicação aos outros, mas não toleram que eles cheguem a um ponto em que já não precisem de ajuda e possam seguir sozinhos o seu caminho. São pessoas centradas no outro e não em si mesmas, que nunca serão felizes enquanto não se desprenderem da adição ao outro (a um qualquer outro). O codependente não ama o outro; depende dele para sobreviver, pois não se ama a si próprio nem cuida verdadeiramente de si, só sabe cuidar dos outros...

Comecei a pensar nisto na minha fase final no Gang da Mama, mas continuo a ver isto passar-se... Percebo que é natural a tendência para as pessoas se instituírem como cuidadoras e é ainda mais natural a tendência para aceitar mimos e atenções que chegam de boa vontade.
No entanto..., fica o alerta em relação ao futuro, sem deixar de ser verdade a velha máxima
"Cada caso é um caso"!

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