Dedico e dirijo este blogue a todos aqueles que tiverem passado (ou estiverem a passar) por histórias de cancros, quer como protagonistas, quer no papel de acompanhantes na luta contra a doença, mas espero por cá encontrar qualquer contributo que qualquer um considere válido.
A intenção principal é trocar experiências de forma direta e sincera, sem necessidade de qualquer apoio no escudo da força constante e do pensamento sempre positivo, que tantas vezes não estão presentes, mas parece haver uma imposição social para que assim seja...
Sejam bem-vindos! E divulguem este blogue!

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riscos marcantes

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No dia 11.1.11, este blogue passou a ser escrito à luz do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Cancro Também se Alimenta de Tristeza!

Cuidado com ela!

4 comentários:

JLNA disse...

Guida
a tua tristeza momentânea implica necessáriamete sofrimento mas lembra-te que tem sentido-que é um sacrifício (logo humanamente suportavel). Nestes momentos, pensa no exemplo de coragem que estás a dar aos teus e a nós todos e quanto nos estás a ser útil.Por vezes sentimo-nos sós, mas parafraseando,Torga«o homen nasce e morre sózinho por mais amor que tenha á sua beira» Este é drama +- longinquo, que em todos nós é intrusivo, que cada um tenta fintar, o melhor que pode e sabe. Força com o teu saber capacidade de dar a volta!

JLNA disse...

Investigadores põem Cancro
a “morrer de velho”
Estudo explica que doença pode ser travada através do envelhecendo do tumor
2010-03-19

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Carlos Cordón-Cardó
Carlos Cordón-Cardó
Uma equipa de investigadores norte-americanos descobriu uma forma de travar doenças cancerígenas, acelerando o envelhecimento celular do tumor.

Em laboratório, o grupo conseguiu deter o processo de multiplicação que caracteriza o cancro. O estudo vem publicado na revista «Nature».

Os cientistas conseguiram antecipar-se e evitar os primeiros sintomas da doença – o que as portas para melhores tratamentos.


Geralmente, milhões de células de qualquer pessoa mostram os primeiros indícios que levam à doença através da expressão do gene oncógeno. Portanto, o objectivo é eliminar estas células ou forçá-las a envelhecer, para que deixem de se multiplicar. A acção poderá cortar de raiz a doença, mas não resulta em todos os casos.

Carlos Cordón-Cardó, um dos autores do estudo da Universidade da Columbia (Nova Iorque, EUA), referiu na investigação que o pretendido é desencadear um “sistema de aviso”, desactivando o gene Skp2, chave para que a célula se multiplique. No estudo, aplicado em ratos, os animais cujo gene tivesse sido anulado, resistiam a desenvolver o tumor, mesmo que tivessem essa predisposição, apagando um importante supressor do cancro.

Os investigadores sublinham que a anulação das células pré-cancerosas não tem efeitos negativos nas que são saudáveis – o que permite ao rato usado em laboratório continuar com a sua vida. O passo seguinte, agora, é usar o procedimento em seres humanos e ver se aquilo que acontece em laboratório poderá ser repetido num hospital.

Guida Palhota disse...

Olá, JNLA! (1)
Obrigada por apareceres por aqui.
É um facto que há tristeza que vem da solidão, concretamente de uma solidão não procurada e arrastada, que chega a dar-nos ideia de que já não pertencemos a este mundo.
Lá fora (no emprego, por exemplo), tudo rola sem necessidade de nós. A doença prolongada é uma espécie de morte social. As pessoas deixam de se lembrar de nós. Porque o mundo gira a 1000 à hora e porque há sempre quem o preencha.
Muitas vezes, o que me me sinto é simplesmente uma carta fora do baralho, algo que não procurei ser e que pensei nunca viesse a acontecer.
Mas não há tempo. Ninguém tem tempo. Até eu, que agora o tenho todo, já não tenho nenhum, porque tempo para domestiquices dispenso e então não me organizo. Vou-me reinventando por aqui, nos intervalos da família e das terapias.
Eu sei que "o homem nasce e morre sozinho", mas não me apetecia sentir-me já "a morrer". E sinto!

Obrigada pela força. Claro que eu continuarei a ir por aí fora!!!

Guida Palhota disse...

JLNA (2):
Obrigada pela partilha.
Fico sempre contente por saber que ainda há mentes que não descansam enquanto não encontrarem algo de mais eficaz do que aquilo que já existe, para curar ou prevenir doenças.
Que "morra de velho" o bicho maldito!